
Alice através de seus ilustradores
Alice no país das Maravilhas (1865) de Lewis Carroll ainda é um grande desafio de linguagem. Paradoxo, nonsense, labirinto de sonhos. Como num grande jogo, a proposta da palestra é um passeio pela história das ilustrações de Alice, das primeiras ilustrações no período vitoriano, às experimentações conceituais da arte contemporânea. Através das imagens buscamos questionar a identidade de Alice, passando por uma análise das transformações da infância durante o século XX, e do sentido de identidade para o Sujeito contemporâneo.
A palestra é apresentada com vídeo, música e projeção de um amplo repertório de mais de 200 imagens de diferentes épocas, estilos, técnicas e linguagens. Pretendo mostrar também uma pequena parte da minha pesquisa Alicinações, na qual recriei os personagens das histórias de Alice através de assemblages e montagens com objetos diversos, através de deslocamentos e associações, num diálogo aberto com os múltiplos sentidos da obra. O músico e sonoplasta Paulo Beto acompanha a palestra criando interferências sonoras ao vivo e operando o sincronismo de som, vídeo e imagens.
ADRIANA PELIANO, designer e artista plástica, presidente da Sociedade Lewis Carroll do Brasil.
“De que serve um livro, pensou Alice, sem figuras e nem diálogos?”
Alice no Pais das Maravilhas